Detesto ser chamado a pronunciar-me sobre assuntos dos quais sei pouco, ou nada. Reconheço ser o tipo de pessoa que desmonta compulsivamente o que quer que seja para saber como o diabo da coisa funciona. Claro é que, para que tal aconteça, 'a coisa' tem que interessar-me minimamente.
Bem, interessa-me por ora a questão do aborto. Quero falar sobre o assunto com quem se apresente com ideias definitivas e decididamente favorável à despenalização, liberalização ou lá como lhe queiram chamar. Mas atenção, não quero ter conversas esotéricas, não quero ouvir argumentos que de tão batidos estão piores que o chapéu dum pobre.
Vou ser mais claro, quero falar com um (ex-)progenitor cuja companheira tenha decidido abortar. Quero saber se ela o consultou ou se foi só ela a 'decidir do seu corpo'. Quero saber se pagou o aborto, se foi clandestino ou legal, se acompanhou a companheira, se assistiu, se sentiu ... o quê ...

Vá lá ... estou farto de números, de estatísticas, de suposições, de induções e deduções. O aborto será o que quiserem que seja, mas é acima de tudo uma questão de e sobre pessoas, das que o são e das que não o chegam a ser. Se houver por aí quem tenha experiência e a coragem de falar de si, tem neste blog, a 'obrigação' de me convencer que o aborto asséptico do Séc. XXI é um passo em frente e não uma fuga.
No blog: 25 Cm de neve
1 comentário:
O que está na mão é um feto de 11 meses?!
Fiquei arrepiada com tal.
Enviar um comentário