Não pude acompanhar de perto o caso dos Irmãos que pretendiam ir para Espanha e que acabaram por chegar a Portugal.
Chamaram-lhes ilegais. Como muito bem diz Rui Tavares, «ilegal não é palavra que se chame a um ser humano».
Qual foi o crime que cometeram? Refere ainda Rui Tavares: «Na Europa, há gente que nasce ilegal sem ter cometido nenhum crime».
Teologicamente, isto é insustentável. Deus não deu Portugal aos portugueses, a Espanha aos espanhóis nem a França aos franceses. Deus deu a terra aos homens, a todos os homens.
Onde há exclusão, não há dignidade.
Em tempo de Natal, não podemos deixar de nos indignar. É preciso tornar patente esta inquietação nas nossas palavras, nas nossas mensagens, nos nossos gestos.
Porque Deus é diferente, ninguém pode ser indiferente.
No blog: Theosfera
19.12.07
A SERES HUMANOS CHAMAM ILEGAIS!
Natal só tem sentido com Jesus (Bento XVI)
Bento XVI deixou hoje uma forte interpelação aos cristãos de todo o mundo, questionando-os sobre o sentido de celebrar o Natal “sem reconhecer” nessa celebração o nascimento de Jesus.
“Que sentido tem festejar o Natal se não se reconhece que Deus se fez homem? Os cristãos têm de proclamar com convicção a verdade do nascimento de Cristo”. É “um tesouro para todos”.
Num “mundo secularizado”, frisou Bento XVI, conceitos como os proclamados pela Igreja em relação a Jesus “verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro Filho do homem” parecem “já não contar muito”. “Prefere-se ignorá-los ou considerá-los supérfluos para a vida, sob o pretexto de que estão de tal forma distantes que acabam por ser praticamente intraduzíveis em palavras convincentes e significativas”.
Há uma “ideia de tolerância e pluralismo para a qual acreditar que a verdade se manifestou efectivamente parece constituir um atentado à tolerância e à liberdade do homem”.
“Quando se anula a verdade, não se torna o homem um ser privado de sentido? Não nos constrangimos a nós próprios e ao mundo a aderir a um relativismo vazio?”.
“Em Belém manifestou-se ao mundo a Luz que ilumina a nossa vida e foi-nos revelado o Caminho que conduz a humanidade à plenitude”.
Fonte: Ecclesia
Tem toda a razão o Papa quando diz que o Natal só tem sentido com Jesus. Não é por causa do Pai-Natal, inventado e promovido pela Coca-cola, pela sociedade de consumo, que há NATAL, mas porque um dia em Belém, nasceu o Menino Jesus.
Agora nalgumas "presépios" deixamos de ver Jesus para vermos o Pai-Natal.
Esquecemos as raízes, as nossas tradições, para assimilarmos outras coisas (desde que não cheirem a cristianismo tudo é bom!!!). Aproveitamo-nos da situação, mas não queremos ir ao mais importante.
Qualquer dia celebraremos tudo menos o NATAL...
No blog: Padres inquietos
30.11.07
Relatividade

1.11.07
As raízes de Watson, do ateísmo e do neoliberalismo
“Entre os selvagens, os fracos de corpo e mente são logo eliminados. Nós, civilizados, fazemos o possível para evitar essa eliminação; construímos asilos para os imbecis, os aleijados, os doentes; instituímos leis para proteger os pobres... Isso é altamente prejudicial à raça humana.”(Charles Darwin)
lido na zazie
Já em tempos, curiosamente a propósito do aborto, escrevia Miguel Sousa Tavares que "na natureza, quando não se pode manter a ninhada, são as próprias mães que eliminam algumas crias para as outras poderem sobreviver".
Claro que existem ateus que, felizmente, esquecem a lógica perfeita e coerente do ateísmo e do neoliberalismo, e até são pessoas decentes, mas, infelizmente (porque isto tem imensos custos a médio e longo prazo), esquecem que só a Fé Cristã permite blindar intelectualmente as posições morais decentes.
No blog: Timshel
28.10.07
A Família De Fundação Matrimonial
Quando um homem e uma mulher decidem, em consciência e liberdade, unir as suas vidas para realizar o conjugal fundam uma família. Ao manifestarem essa decisão – o consentimento matrimonial – estabelecem um Pacto gerador de um Vínculo que os une enquanto viverem. Pelo consentimento matrimonial cada um dos contraentes se entrega e é recebido pelo outro. E essa entrega e recebimento confiados faz com que cada um seja responsável pela pessoa do outro ajudando-o a crescer como pessoa e a alcançar as metas para que está vocacionado. Não como “eu quero”, não como “eu gostava e sonhei” mas como ele(a) está chamado(a) a realizar-se como ser único e irrepetível que é. Por esse motivo, o compromisso matrimonial torna-se uma obrigação devida e de vida. Para toda a vida.
Um raio pode atear um incêndio. Mas se o fogo não for alimentado acabará por se apagar. E o fogo, para quem quer mantê-lo vivo, alimenta-se com troncos, cavacas, lenha miúda, papéis e folhas secas…às vezes, também, com lixo. O mesmo se passa com o Amor. Este alimenta-se, no dia a dia, fazendo exercícios de realidade: pequenos gestos, atenções, colaboração esforçada, agradecimento, optimismo, bom-humor, arrependimento, reparação, perdão...
Família de fundação matrimonial por um homem e uma mulher. Porque só as características próprias de cada cônjuge, físicas e espirituais, garantem a complementaridade natural dos vários aspectos que permitem a ajuda mútua e a geração e educação de novas vidas com o consequente estabelecimento das naturais relações de paternidade e maternidade, de filiação e irmandade… A Natureza é o que é e não há volta a dar-lhe. A não ser que os cidadãos aceitem, resignados, limitar-se ao exercício de práticas sexuais infecundas confiando ao Estado a procriação, em laboratório, das futuras gerações, em quantidade e qualidade, à medida dos seus superiores interesses. E com as técnicas da chamada Procriação Médica Assistida esta é uma realidade que se perfila no horizonte.
O seu a seu dono. A justiça consiste em dar a cada um aquilo que lhe pertence. Por isso, tratar igualmente a desiguais é faltar à justiça que é devida a ambos.
Meter debaixo da capa prestigiada da Família realidades que o não são é faltar à verdade e manipular a inteligência do cidadão. É uma operação cosmética semelhante à do aproveitamento, pelo marxismo-leninismo da palavra Democracia para designar como Democracia Popular os regimes totalitários que difundiu pela face da Terra. Que motivo impede de qualificar estas “novas” realidades de relacionamento sexual com uma designação original?
Ao longo da História, de Platão aos nossos dias, sempre que os ideólogos tentaram atribuir ao Estado funções que não lhe pertencem, - tornando-o Totalitário, desumano e inibidor da Liberdade -, tentaram destruir a Família apresentando essa pretensão como Progresso. Eles sabem, claramente, que ela é, apesar dos pesares, a primeira escola de humanidade, de valorização da pessoa humana aceite pelo que é e não pelo que produz, de liberdade responsável, de convivência criativa e solidária... Consequentemente, pelo simples facto de existir, ela é um fortíssimo baluarte de oposição aos seus intuitos de controle da Sociedade.
Por isso há que estar atento aos sinais que se notam por aí. Os governantes são eleitos para governar em prol do bem comum, não para nos imporem as suas convicções pessoais. Quando um cidadão precisa de conselho procura um especialista em quem confie: um médico para um problema de saúde, o advogado ou notário para um assunto legal, o moralista para formar a consciência… Não o político de turno. Com evidentes vantagens para o cidadão e para a Democracia.
No blog: Catacumbas