Porque respeito e considero o ateísmo atitude séria, estranho esta campanha anticatólica, mascarada de ateísta. 18.4.09
Desonestidades ateístas
Porque respeito e considero o ateísmo atitude séria, estranho esta campanha anticatólica, mascarada de ateísta. 1.4.09
O Programa ABC
Não deixa de ser patológica a obsessão pela defesa do preservativo. É este um estranho comportamento porque se sabe que o preservativo é falível como método de contracepção e, consequentemente, mais riscos corre quem o usa como protecção contra a Sida cujo vírus é 500 vezes menor do que o espermatozóide. Além disso não protege de outras doenças sexualmente transmissíveis como o papiloma humano cujo contágio se faz pelo contacto pele-pele…
Desde há 15 anos que no Haiti, Guiana, Vietname e em países africanos, especialmente no Uganda onde a experiência foi iniciada, a Sida está a ser debelada com assinalável êxito pelo Programa ABC: Abstinence, Be Faithful, Condon (Abstinência, Fidelidade, Preservativo).
Esta realidade mostra que debelar a pandemia da Sida e de outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, mais do que a distribuição de preservativos, envolve a promoção de outro tipo de comportamentos, “politicamente incorrectos” porque lesivos de grandes interesses ideológicos e económicos internacionais promotores do “sexo seguro” mas, certamente, mais eficazes.
Entre as acções possíveis podem salientar-se:
Educar para uma sexualidade responsável que permita entender que o outro é um dom e não um descartável para usar e deitar fora;
Desenvolver políticas que evitem uma actividade sexual precoce dado que, na adolescência, a capacidade genital não anda associada a equivalente maturidade psíquica;
Promover a Família, a fidelidade conjugal e a relação monogâmica estável entre parceiros não infectados;
Ir contra-corrente de interesses ideológicos e económicos que pretendem fazer crer que o adolescente e o adulto têm de comportar-se como animais determinados pelo instinto cego e não como pessoas humanas capazes de ter afectos, de raciocinar, de respeitar a própria intimidade e a alheia, de agir como seres livres e responsáveis.
Deixar de promover paliativos como se de remédios mágicos e absolutos se tratasse. O preservativo pode ser um recurso falível para situações extraordinárias de comportamento sexual permissivo, mas nunca a solução segura para a sexualidade irresponsável e promíscua.
Dar corpo a políticas educativas, sociais, económicas, de saúde pública que erradiquem, cada vez mais, a pobreza material e espiritual responsável por comportamentos desvirtuados;
Assumir que a resposta à pandemia da sida tem de ser multidimensional não podendo, consequentemente, reduzir-se à publicitação do uso e oferta de preservativos com enorme custo para o erário público;
Aceitar, sem complexos, que a vivência de conceitos morais nas relações sexuais, ajudam a diminuir a infecção, e não são uma intromissão abusiva da Moral na Saúde Pública. São, pelo contrário, um valor acrescentado e um bom recurso sanitário;
Consciencializar que promover, sem um esclarecimento sério dos riscos de contágio, o preservativo como panaceia universal para a sexualidade desregrada, é, salvo melhor opinião, o mesmo que promover a roleta russa. É esta, um jogo que consiste em introduzir uma bala na câmara de um revólver, rodar o tambor e apertar o gatilho apontando à própria cabeça. Se pensarmos que o preservativo apresenta um risco de cerca de 20%, numa relação com pessoa infectada e a compararmos com o risco que corre quem joga a roleta russa, a probabilidade de morrer como consequência do acto é, objectivamente, a mesma.
24.3.09
Na viagem papal a África, quem falhou?
Afinal quem falhou?
- O povo?
- Não. Esteve presente, aos milhares. Entusiasta, participativo, festivo.
- Os governantes?
- Não. Foram acolhedores, receptivos, simpáticos.
- O Papa?
- De modo nenhum. Bento XVI esteve excelente. Em grande forma. Claro, directo, profético, semeador de esperança.
Os jornalistas e comentadores?
- Sim, com honrosas excepções. Muitos jornalistas e comentadores não perceberam, não quiseram perceber ou não puderam perceber a estupenda presença e mensagem papais em África. Perdoem-me a expressão, mas portaram-se como pigmeus diante da gigantesca grandeza humana do Papa e da maravilhosa manifestação das populações.
Nada que não contássemos. Para muitos políticos, jornalistas e comentadores ocidentais, sempre tão paladinos da liberdade, a Igreja não tem direito a ser livre, a ter voz e vez, mensagem e valores. Escravos que são do politicamente correcto, do laxismo reinante e dos interesses - às vezes obscuros - que os comandam.
Visto em Asas da Montanha
8.2.09
Há, de facto, medo no PS e na sociedade portuguesa
Há, de facto, medo no PS e na sociedade portuguesa, pelos mais variados motivos. Têm medo os empresários, de que não lhes sejam permitidos os apoios, ou os financiamentos, dados a outros; têm medo os funcionários públicos, relativamente aos chefes de nomeação politica; têm medo os professores, da avaliação e do ministério, avaliação necessária mas imposta; e têm medo muitos militantes socialistas de perderem os seus lugares, ou o acesso aos benefícios pessoais que retiram da actividade política. Lugares e benefícios que há muito deixaram de ser decididos pela razão do mérito e que agora são o resultado da fidelidade ao chefe.
Sabem quem disse isto?
Nem mais nem menos. Foi exactamente Henrique Neto, empresário e militante ‘histórico’ do PS!!!!
Visto em Asas da Montanha
2.2.09
Yes, he can!*
Pode um bispo dizer que não acredita no holocausto? Sim, pode!Pode um bispo dizer que não acredita nos átomos? Sim, pode!
Pode um bispo dizer que não acredita que o homem chegou à lua? Sim, pode!
Pode um bispo dizer que Picasso não sabia pintar? Sim, pode!
Pode um bispo dizer que foram o extra-terrestres a construir Machu Pichu? Sim, pode!
Pode um bispo dizer que Jesus Cristo não ressuscitou? Não, não pode!
Pode um bispo dizer que o Papa não é a cabeça da Igreja? Não, não pode!
Pode um bispo dizer que a Sagrada Eucaristia é apenas um símbolo de Deus? Não, não pode!
Pode um bispo dizer que a Santíssima Virgem Maria não foi concebida sem pecado? Não, não pode!
Há uma grande diferença entre as primeiras 5 perguntas e as últimas 4: só as últimas representam verdades de Fé e só as últimas obrigam directamente o Bispo Católico a defendê-las, se necessário, com a sua própria vida. Se o bispo disser que sim a qualquer uma das 5 primeiras questões, posso achá-lo um tontinho. Mas se o bispo afirmar todas as verdades de FÉ, nada lhe posso apontar directamente ao seu ministério.
As afirmações que têm sido levadas a cabo a propósito do Bispo Richard Williamson apenas me levam a pensar no seguinte:
1- Que, tal como na parábola, muitos católicos não estão dispostos a receber o irmão “pródigo", aquele que deixou a casa do Pai e a quem o Pai, na pessoa do Papa, recebe depois com amor!
2- Que os Judeus, passados mais de 50 anos sobre a 2ª Guerra Mundial, deveriam deixar-se de ser tão sensíveis. A ser verdade que alguém sugeriu já o corte de relações com o Vaticano, só demonstram não estar à altura de conseguir distinguir entre os assuntos de fé e outros. Por favor… não nego o Holocausto – até porque se o fizesse podia ir para a cadeia por negacionismo ou revisionismo histórico, verdade?
3- A entrevista do Bispo Williamson foi gravada em Novembro e passada só agora… A eficiência de quem gravou a entrevista deixa muito a desejar, ou estiveram à espera de uma oportunidade especial para a lançar?*
O título do post vem na sequência das palavras de Hans Kung que sugere um Obama como Papa. Hans Kung propõe, neste sentido, não só um Papa negro (o que nada me repugna) mas, também, um Papa abortista… Neste caso, já me sinto um pouco mais confundido. Mas depois que Saramago beatificou Obama, já tudo é possível.
Visto em Catacumbas
30.1.09
O grande Eça dixit
19.12.08
Uma mulher mais livre
A propósito do artigo de Anselmo Borges, «A Imaculada Conceição» (Diário de Notícias de 06/12/08), o Cónego José Manuel Ferreira, prior de Santa Maria de Belém, escreveu um texto que enviou ao Director daquele jornal com pedido de publicação. Em: http://www.paroquia-smbelem.pt/
UMA MULHER MAIS LIVRE
No seu artigo "A Imaculada Conceição", Anselmo Borges afirma que esta festa "está infestada com equívocos", mas é o seu texto que está repleto de imprecisões e equívocos. Vejamos alguns.
Começa por citar Santo Agostinho, a quem apresenta como autor da doutrina do pecado original, "transmitido a todos, por herança, no acto sexual". Seria importante dizer, no entanto, que a Igreja Católica nunca ratificou este ponto de vista nos seus documentos oficiais.
Mas Anselmo Borges não o faz e, em vez disso, sem mudar de parágrafo, na mesma linha, acrescenta: "Houve uma excepção: Maria foi concebida sem a mancha do pecado original".
Desafio Anselmo Borges a citar um único texto, entre as centenas de obras de Santo Agostinho, em que esta afirmação, ou qualquer outra semelhante, apareça.
Mas desde já lhe sugiro que se poupe a este trabalho, porque seria inútil. Santo Agostinho nunca diz, em momento nenhum, que Maria foi concebida sem pecado.
O mesmo acontece com outros grandes nomes do pensamento cristão, como S. Bernardo, Santo Anselmo, S. Boaventura e S. Tomás de Aquino.
Anselmo Borges parece desconhecê-lo, mas nenhum destes grandes teólogos aceitou a Imaculada Conceição de Maria.
O povo aceitava-a e celebrava-a, pelo menos desde os séculos VII e VIII. Mas os teólogos, apesar da sua grande devoção por Maria, opunham-se, porque não a conseguiam justificar teologicamente, isto é, racionalmente.
Qual era o problema?
O problema era que tomavam a sério o que diz S. Paulo na Epístola aos Romanos, capítulo 5, versículo 12: "Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte".
Tomando a sério este texto, todos acreditavam que no início da história da humanidade tinha havido um acto de desobediência a Deus, que marcou a história futura.
Foi um acto que isolou os homens de Deus. O egoísmo isola. Devíamos ser canais da vida de Deus para os outros e já não somos.
E por isso nascemos mais pobres, mais fragilizados.
Vimos ao mundo com esta dignidade espantosa de sermos homens e mulheres, mas nascemos sem a vida de Deus, a que se chama "graça", e que só depois poderemos recuperar, como fruto da vida, da morte e da ressurreição de Jesus Cristo.
É esta a doutrina cristã do "pecado original". Não tem nada a ver com sexo, ao contrário do que Anselmo Borges se esforça por fazer crer. Não tem nem nunca teve nada a ver com virgindade física, ou com o seu contrário, como Anselmo Borges insinua sem nenhum fundamento.
É uma limitação puramente espiritual. Desequilibra a vida em muitos aspectos. Mas a sua sede é o "espírito" ou o "coração" humano.
Todos os grandes autores que citei, acreditavam que Maria também começou a existir privada dessa dotação espiritual, que é a vida de Deus. Só num momento posterior é que Deus lhe concedeu a "graça", e assim a santificou e a tornou digna de vir a ser um dia a Mãe de Jesus. E por isso não admitem que tivesse sido "imaculada" desde que foi concebida.
Mas houve um outro teólogo medieval, chamado João Duns Escoto, falecido há setecentos anos, em 1308, que compreendeu que Deus tinha uma outra maneira de santificar Maria: era não a deixar ser "apanhada" por esta situação de privação em que todos começamos a existir. Era envolvê-la com a sua graça desde o primeiro momento.
Quando, da união dos seus pais, resultou um novo ser humano, que se viria a chamar Maria, a "onda" do amor de Deus chegou até ela. A "mancha" desse antigo egoísmo que já vem de longe não a afectou. Foi "imaculada" desde a concepção. Foi "cheia de graça", como lhe chamou o Anjo, em S. Lucas.
Em 8 de Dezembro de 1854, Pio IX definiu este dogma, e, inspirando-se em Duns Escoto, afirmou que Maria, "desde o primeiro instante da sua concepção (…) foi preservada de toda a manchado pecado original".
O efeito deste "privilégio" foi que Maria, habitada pela presença de Deus desde o momento primordial da sua vida, foi uma mulher mais livre, mais aberta a Deus, mais atenta aos outros. Quando o projecto de Deus a desafiou a jogar a vida, não hesitou. Com alegria, pôs a sua vida ao serviço dos outros.
Ao contrário do que diz Anselmo Borges, a Imaculada Conceição de Maria não envergonha nem humilha as outras mulheres, nem os outros homens. Ver alguém muito melhor do que nós é um estímulo, não é uma humilhação.
Ver alguém como Maria, a quem o egoísmo e a auto-suficiência não dominam, só pode ser para os homens e mulheres normais causa de alegria e fonte de esperança, até porque nos estimula a ser um pouco mais parecidos com ela.
José Manuel dos Santos Ferreira
Visto em O Povo
5.11.08
CATÓLICOS POR OBAMA?
A vitória de Barack Obama, un afro-americano, terminou com um dos grandes temores e mitos da sociedade norte-americana.
A partir de agora, a cor da pele deixa de ser um estigma na política. Fica demonstrado que o cargo mais importante do mundo não depende da raça. Houve certamente brancos que optaram pelo senador do Partido Democrata como terá havido negros que votaram em John McCain.
O que, segundo as pesquisas, continua a existir é uma linha divisória social em torno da religião. Ambos os candidatos parecem ter repartido os eleitores conforme as diferenças de credo religioso.
De acordo com os inquéritos realizados à boca da urna e que foram difundios pela prestigiada CNN, Jonh McCain ganhou claramente entre os protestantes e Barack Obama triunfou entre os votantes católicos.
Dos entrevistados 55% definiram-se como protestantes, dos quais 53% votaram no candidato republicano. Os católicos, por sua vez, somaram 26% dos votantes, dos quais 53% optaram pelo democrata.
No caso dos judeus, nada de racismo: são 2% dos votantes e alinharam por Obama, entregando-lhe 78% dos seus apoios.
Fonte: Mansidão
4.11.08
DESCULPEM O PALAVREADO, MAS SE NÃO FOR ASSIM, NÃO TEM PIADA
Um pai. Um miúdo de 11 anos. Um trabalho escolar.
- Pai, preciso de fazer um trabalho para a escola! Posso fazer-te uma pergunta?
- Claro, meu filho, qual é a pergunta?
- O que é a política, pai?
- Bem, política envolve: Povo; Governo; Poder econômico; Classe trabalhadora; Futuro do país...
- Não entendi nada. Dá para explicares melhor?
-Bem, vou usar a nossa casa como exemplo: Sou eu quem traz dinheiro para casa: então eu sou o poder econômico. A tua mãe administra, gasta o dinheiro: então ela é o governo. Como nós cuidamos das tuas necessidades, tu és o povo. O teu irmãozinho é o Futuro do país e a Zefinha, a nossa criada, é a classe trabalhadora. Entendeste, filho?
- Mais ou menos, pai. Vou pensar.
Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho, o menino, foi ver o que havia de errado. Descobriu que o irmãozinho tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e viu que a mãe estava num sono muito profundo. Foi ao quarto da criada e viu, através da fechadura, o pai na cama com ela. Como os dois nem ouviram o menino a bater à porta, ele voltou para o quarto e adormeceu.
Na manhã seguinte, à hora do café, o miúdo falou com o pai:
-Pai, agora acho que entendi o que é a política.
- Óptimo, filho! Então explica-me com palavras tuas.
- Bom, pai, acho que é assim: Enquanto o poder econômico está por cima da classe trabalhadora, o governo dorme profundamente... O povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na m...!!!
(enviado por email)
Lido em Asas da Montanha
23.8.08
Actriz de Hollywood num convento de clausura
Nunca é tarde para aprender algo de novo.
A actriz Dolores Hart, foi nada menos do que a primeira a beijar no cinema um jovem chamado Elvis Presley (no filme “Loving you”). O mais surpreendente é que esta actriz, desde há muitos anos, é uma monja de clausura (actualmente, é a prioresa das noviças do Mosteiro Regina Laudis, de Bethlehem, Connecticut).
“Preguntam-me sempre por isso, como é lógico”, explica a madre Dolores, que recorda Elvis como “um jovem gentil e tímido, com as orelhas roxas por de ter que repetir a cena do beijo. E eu não sabia quem era, pois naquele tempo não era tão famoso. Achava-o muito simpático porque me chamava menina Dolores. Em Hollywood, só ele e Gary Cooper me chamavam assim. Elvis era um jovem bom e sensível, mas com o decorrer dos anos notava que estava cada vez mais triste e só, terrivelmente infeliz”.
8.8.08
Não deixa que a mãe parta
22.7.08
Onde está o progresso?
Falando na sessão de encerramento do Congresso Nacional da Juventude Socialista (JS), o primeiro-ministro disse:
- Este governo tem «uma visão progressista e não conservadora»...
- «Não venho dar lições de moral, nem dizer-vos como os jovens se devem comportar e muito menos venho aqui para vos dizer que o principal objectivo da família é a procriação".
- Este é «um governo que se orienta por valores progressistas e que recusa todas as visões do passado, retrógradas e baseadas em visões conservadoras».
- A lei da interrupção voluntária da gravidez, da paridade, da procriação geneticamente assistida e da nova lei do casamento civil ... «são exemplos desta legislatura, marcada por um grande avanço social e uma visão progressista para a sociedade».
- «Acredito num país sem preconceitos, um país confiante em si próprio, um país jovem e ambicioso».
A " visão progressista e não conservadora» deste governo está aí:
- Uma taxa de desemprego sem igual em 30 anos de democracia...
- Fábricas a fecharem umas atrás das outras...
- O custo de vida a crescer..
- O empobrecimento voraz da classe média...
- A economia que não arranca e desfaz todas as perspectivas do governo...
- As desigualdades sociais que nunca foram tão agudas...
- A insegurança reinante
- O caso da "Quinta da Fonte" e o Carjacking que não cessa de aumentar são apenas duas pontas do iceberg...
- A emigração silenciosa que faz lembrar os anos sessenta...
- A justiça que não funciona...
- O imenso deserto em que transformou a educação
- A saúde que (não) temos...
- etc, etc, etc
Este é o país "jovem e ambicioso" que nos deixa o senhor Sócrates!!! Ou serão antes "as visões do passado, retrógradas e baseadas em visões conservadoras», que diz combater?
Para este senhor e seu governo o importante é fazer tudo para arruinar a família, despoletando políticas que a ponham em causa, a diminuam, a cerceiem.
"Aliás, este executivo é o primeiro que, no seu Programa de Governo aprovado em 2005, não incluiu uma secção sobre os problemas da família ou menção sobre a grave decadência demográfica de Portugal." (João César das Neves)
O seu forte e o seu progressismo estão nas medidas fracturantes: o aborto, a nova lei do casamento civil, e agora admitem discutir na próxima legislatura o casamento homossexual..
A visão deste governo acerca da família não é retrógrada, porque é obsoleta!"
Não consegue entender aquilo que ensinam todos os autores sérios de Sociologia, Demografia, Economia e Ciência Política, que a crise da família é a principal causa comum de todos estes problemas e são necessárias medidas rápidas e inteligentes para lidar com algo que, sendo de enorme complexidade, pode destruir a cultura, sociedade e economia portuguesas." (João César das Neves)
O senhor Sócrates, num acto de ilusionismo puro, aparece então a arranjar à pressa uns apoios à natalidade que além de inúteis são quase patéticos.
"É doutrina da Igreja que o matrimónio é um sacramento do amor de Deus com uma dupla finalidade: união entre os esposos e procriação.
Que um actor político, questionado sobre esta matéria, expanda as suas convicções será motivo para ser apodado de pré-moderno e ante-conciliar? Que se saiba, o Concílio reafirmou a doutrina cristã sobre o matrimónio e a família. João Paulo II e Bento XVI não têm cessado de no-lo recordar.Espanta, por isso, que o senhor Primeiro-Ministro venha mofar de um adversário brandindo convicções respeitáveis.Mas o mais espantoso é que se apresente como progressista documentando tal posição na promoção do aborto e na facilitação da dissolução da família.
Onde está o progresso?" (Theosfera)
No blog: Asas da Montanha
15.7.08
Dádiva
Por a minha filha ter cumprido com algo que tínhamos combinado, resolvi oferecer-lhe um presente: uma ida a um musical em exibição em Lisboa.
Quando lhe falei na oferta, ela não se mostrou muito entusiasmada de início, alegando que o presente não era palpável, que não o podia tocar com as mãos.
Eu disse-lhe que nem todas os presentes são palpáveis.
No fim do musical, ela disse que tinha gostado muito da prenda e estava muito feliz por ter recebido um presente tão especial e diferente.
Então lembrei-me de uma dádiva maravilhosa que Deus também me deu.
A mim e a toda a humanidade.
Ela não é palpável, não se pode tocar com as nossas mãos, mas está ao acesso de todos quanto queiram tomar posse desse presente maravilhoso.
Não vemos - ainda - a dimensão, o alcance de tão preciosa dádiva.
Mas um dia, iremos não só, contemplá-la, como perceber o quanto é imensa.
Ainda que nesta hora já a possamos desfrutar e perceber um pouco como é, quando olharmos face a face o rosto meigo, o olhar manso de Jesus, poderemos entender em toda a sua imensa plenitude, essa preciosa dádiva de Deus para nós.
Não nos custou nada a nós, mas teve um alto preço para Deus.
Como não tomar posse de tão maravilhoso presente?
13.7.08
Honrado e Orgulhoso em SERVIR o País....
SERVIR????!!!!!
O agora requisitado treinador da selecção de futebol Portuguesa, a qual tantas glórias nos tem dado (também já estamos habituados às desgraças), embora quase já nem me lembre, proferiu estas palavras, claro, todo contente pelo grande negócio que conseguiu arrecadar, num país onde a maioria do povo vive com o ordenado mínimo, e uma grande parte dos reformados mal ultrapassa os 200 euros.
Dizer SERVIR é um ultraje para todos aqueles que verdadeiramente servem o País a custo ZERO.
Estou a lembrar-me da maioria dos dirigentes Associativos, Misericórdias, Bombeiros Voluntários, entre muitos.
Estou a lembrar-me dos milhares de militares, nos quais me incluo, que tiveram que servir numa guerra de interesses só de alguns, no chamado Ultramar.
E estou a lembrar-me nos mais de 10 mil que lá deixaram a alma e têm o nome escrito ali bem perto da Torre de Belém.
Estou a lembrar-me daqueles que, já reformados decidem entregar muito do seu tempo ao voluntariado social, embora discorde de algumas almas que pretendem ser "Teresas de Calcutá" só porque tiveram a sorte de ter uma sociedade social política que as favorece, quanto a mim, moral e socialmente injusta para com a sociedade geral.
No blog: Molhobico
7.7.08
Uma fé que irradia, comove, impressiona
Ingrid Bettancourt… há 6 anos que este nome começou a soar familiar aos nossos ouvidos, quando foi noticiado o rapto desta franco-colombiana por guerrilheiros das FARC, na Colômbia, em 2002.
Hoje, Ingrid está livre e o seu testemunho é esse: ao longo do seu cativeiro, foi a fé que a conduziu. É essa mesma fé que a faz dizer aos jornalistas e ao mundo inteiro “graças a Deus” pela sua libertação.
Outro facto que marca… logo à descida do avião que a tinha arrancado das mãos dos seus algozes, Ingrid ajoelhou-se com a sua mãe ao lado e alguns reféns. Fizeram o sinal da cruz, recitaram 3 avé-marias e uma glória. Um padre estava lá, vestido de alva e de estola, e os abençoou.
“Quero primeiro dar graças a Deus e aos soldados da Colômbia” dizia ela, alguns minutos antes, agradecendo também a oração de todos aqueles que se lembraram dela ao longo dos anos, “é um milagre”. A fé foi sem dúvida o que permitiu à Ingrid sobreviver a 6 anos e 4 meses de cativeiro.
Numa carta tornada pública no último mês de Dezembro, ela confidenciava que a Bíblia era o seu “único luxo”; que “cada dia, comunico com Deus, Jesus, a Virgem (…). Aqui, tudo tem duas faces, a alegria vem, e depois a dor. A alegria é triste. O amor pacifica e abre novas feridas… é viver e morrer de novo.”
O seu testemunho continua assim: “Durante anos, pensava que enquanto estivesse viva, enquanto continuaria a respirar, deveria continuar a ter esperança. Já não tenho as mesmas forças, é-me difícil continuar a acreditar.” Mas desejava: “que Deus nos venha em auxílio, nos guie, nos dê paciência e nos preencha. Para sempre e até sempre.”
Na passada Quinta-feira 3 de Julho, ela também teve algumas palavras para com os seus antigos sequestradores: “Vi o comandante, que durante tantos anos foi responsável por nós, e que ao mesmo tempo foi tão cruel connosco. Vi-o no chão, os olhos vendados. Não penseis que estava contente, tive pena por ele, porque é necessário respeitar a vida dos outros, mesmo se eles são nossos inimigos.”
Ingrid falou no passado, e fala hoje de paz e não de vingança.
Esta mulher é habitada, inspirada por Alguém que a ultrapassa.
Na próxima semana ela irá até Roma ver o Santo Padre.
A fé de Ingrid irradia, comove, impressiona.
Louvado seja Deus.
No blog: Sedente
4.7.08
Deus tem ou não tem a ver com a nossa vida?
Ontem,
Ferreira Fernandes no DN ironiza com a alegada cura de Ana Maria em Os milagres pagam-se alegando que se a cura foi milagrosa, Ana Maria deve devolver, em dobro, à Junta de Freguesia (onde ela trabalhava) os três anos de baixa.
Ontem,
Baptista-Bastos escandaliza-se com o Preco das Missas , aproveitando para colocar a mesma pergunta do título desta mensagem, ao questionar, citando Marcel Neusch que “Deus deixou de ser contestado porque, para muitos, Ele deixou de fazer parte das questões que interessam aos homens”?
Hoje,
Impressionou-me ouvir Ingrid Bettancourt, recém-liberta, de um cativeiro de 6 anos, à saída do avião, agradecer em primeiro lugar a Deus.
Impressiona-me, sem ser capaz de discernir onde está a verdade, ler como, Ana Maria , os irmãos e os pais, se alegram com o facto de ela já não sofrer da doença de que padecia, contentes com a coisa simples de poder voltar a trabalhar. (versão impressa do DN de 3 de Julho de 2008, não disponível on-line) enquanto aguardam o inquérito iniciado pela entidade patronal, a Junta de Frequesia de Ponte de Lima.
Enquanto Ferreira Fernandes acha que os milagres devem ser pagos porque tudo o que se passou anteriormente não passou de um embuste (mesmo antes do inquérito da Junta de Freguesia) e Baptista Bastos acha que Deus está no mercado, simplesmente porque houve uma actualização das tabelas de serviços religiosos, o que lhe deveria ser mais ou menos indiferente, uma vez que Ele deixou de fazer parte das questões que interessam aos homens, Ana Maria e Ingrid Bettancourt agradecem! Agradecem o simples facto de estarem vivas, reconhecendo que não tendo sido elas que se deram a vida a si mesmas, Alguém quis que existissem e olha previdentemente para o seu destino.
Como Ingrid diz, é razão, para em primeiro lugar, agradecer a Deus e à Virgem e, só depois, à efectiva e competente acção do ”meu” exército, do “exército do meu país”.
É, perante a realidade que podemos avaliar o valor, a intensidade e, em última análise, a certeza das afirmações.
O que nos vale é que, mesmo sem a aprovação dos articulistas do DN, a Igreja olha para a realidade e procura discernir nela os sinais de Deus. É, por isso, particularmente reconfortante saber que o papa reconheceu hoje um milagre do Beato Nuno de Santa Maria.
Há uma diferença entre quem fala do que sabe e quem fala do que acha que sabe.
E nós, o que sabemos?
Ele tem ou não tem a ver com a nossa vida?
Abraço com amizade
Pedro Aguiar Pinto
No blog: O Povo
1.7.08
Um tema paulino: a fraternidade
"Irmãos... carregai as cargas uns dos outros e assim cumprireis plenamente a lei de Cristo" (Gl 6,2). A liberdade dos filhos de Deus torna-nos irmãos uns dos outros. Ninguém é senhor nem proprietário de ninguém e ninguém é radicalmente estranho a ninguém, porque todos somos filhos do mesmo pai e irmãos em Jesus Cristo. Daí o frequente hábito de os cristãos se tratarem reciprocamente por irmãos.
Mas a fraternidade cristã não é simplesmente fraternidade entre cristãos. Ela abre-nos à fraternidade universal, uma vez que é universal a vocação é filiação divina, que a todos libertará.
Ora, os irmãos sentem-se responsáveis pelos irmãos, independentemente do interesse que nisso possam ter ou do proveito que disso possam retirar. Por isso, "carregar a carga uns dos outros" é a atitude que fundamenta verdadeira solidariedade, em que todos nos assumimos na mesma condição. A responsabilidade de uns pelos outros poderá ir mesmo até à substituição, isto é, até à capacidade de dar a vida uns pelos outros. Essa será a manifestação máxima da fraternidade e do amor ou caridade.
(Artigo de João Duque, in revista Mensageiro do Coração de Jesus, Junho/2008)
No blog: Paróquia do S. Sacramento
26.6.08
Ano Paulino
O papa Bento XVI proclamou um "Ano Paulino", para celebrar os 2000 anos do nascimento de São Paulo, com início na Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, a 29 de Junho de 2008, e a terminar um ano depois.
Paulo foi uma das figuras que marcou, de forma decisiva, a história do Cristianismo, o Apóstolo que anunciou o Evangelho em todo o mundo antigo, sem nunca vacilar perante as dificuldades, os perigos, a tortura, a prisão ou a morte.
Nasceu na cidade de Tarso, na Silícia, numa família judaica na diáspora, mas com cidadania romana. Paulo converteu-se com a "visão de Damasco" (Act 9,1-19; 22,4-21; 26,9-18) e posteriormente foi chamado a anunciar Cristo. Para isso percorreu muitos milhares de quilómetros, anunciando de cidade em cidade o "Evangelho" da morte e ressurreição de Jesus. Morreu em Roma, no ano 67.
Este Ano será oportunidade para todos conhecermos melhor a doutrina pregada por ele e copiarmos o seu exemplo de levar a Palavra de Deus a todos os que a não conhecem ou não a vivem.
Para ajudar nesse sentido, a Conferência Episcopal Portuguesa publicou uma nota pastoral intitulada "Ano Paulino, uma proposta pastoral", na qual os bispos portugueses assinalam que a Igreja de hoje "tem dificuldade em anunciar Jesus Cristo a uma sociedade cada vez mais secularizada".
"A Igreja hoje corre o risco de limitar o anúncio de Jesus Cristo àqueles que continuam no seu redil, compreendem a sua linguagem e conhecem as suas leis", alerta a conferência Episcopal.
Os Bispos procuram deixar claro que "evangelizar não é uma estratégia e não se reduz a um programa: é uma paixão de amor por Jesus Cristo e pelos nossos irmãos e irmãs".
Para viver este Ano, a Conferência Episcopal publicou um itinerário catequético, de 52 semanas, intitulado "Um ano a caminhar com São Paulo". Apresenta um tema para cada semana do ano e destina-se, além das pessoas individualmente, às famílias, aos grupos paroquiais, à pastoral juvenil e aos Movimentos.
In O Amigo do Povo/Ano Paulino
18.6.08
Noruega... para pensar
'Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30). As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos. Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez.'
Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu. Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes.'
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social.'
'Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios.'
Seria meio caminho andado para nos civilizarmos.
No blog: Molhobico
Afectos e desafectos
Uma vida passada no estrangeiro: como emigrantes. Muito trabalho, poucas férias. Dois filhos. Lá os foram educando conforme o tempo e as possibilidades o permitiam. Chegado o tempo da reforma, o casal volta para a sua terra. Os filhos ficaram no país que os viu nascer e crescer.
Vêm a pensar gozar a reforma o melhor possível. Tinham o direito a isso. No entanto, sempre com uma vida regrada.
Mas... uma doença grave coloca a mulher de cama, donde nunca mais sairá. Um tumor a invade por completo de um momento para o outro. Os filhos são avisados: vêm cá passar uma semana.
A médica diz que a senhora está a necessitar de muito afecto e espera que os filhos lhe tragam o afecto necessário.
Primeira tarde de visita: chegam, dizem "boa tarde" e encostam-se à parede do quarto. Olham constantemente para o relógio. Passado 1/4 de hora dizem que têm de ir embora. "Mas ainda agora chegaram e já se vão embora!?!?", diz o pai. Eles replicaram: "Já te tínhamos dito que iríamos estar pouco tempo: temos de ir ver o jogo de Portugal!"
A noite é toda passada no jardim da casa a beber cerveja... a comemorar. Os vizinhos nem querem acreditar!
Durante os dias de estadia, o pai nunca é convidado para tomar seja que refeição for com eles. Retiraram todo o ouro que a mãe possuía. E lembram o pai de que era preciso dividir o dinheiro.
E lá partiu esta mãe, carente do afecto dos filhos.
E lá partiram eles com os bolsos cheios. Até sempre!
No blog: Migalhas também são pão