3.11.06
Será que o mal existe?
Aqui fica um PPS que me enviaram há dias, decomposto dos vários slides em que é composto. (caso queiram digam que mando por email)
Alemanha
Inicio do século 20
Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim...
…desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"
Um aluno respondeu valentemente:
Sim, Ele criou…
Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.
Sim senhor, respondeu o jovem.
O professor respondeu, “Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?"
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.
Outro estudante levantou a mão e disse:
Posso fazer uma pergunta, professor?
Lógico, foi a resposta do professor.
O jovem ficou de pé e perguntou: professor, o frio existe?
Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:" De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objecto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor"
E, existe a escuridão?
Continuou o estudante.
O professor respondeu: Existe.
O estudante respondeu:
Novamente comete um erro, senhor,
a escuridão também não existe.
A escuridão na realidade é a ausência de luz.
“A luz pode-se estudar,
a escuridão não!
Até existe o prisma de Nichols
para decompor a luz branca nas
várias cores de que está composta,
com suas diferentes longitudes de ondas.
A escuridão não!
Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
Senhor, o mal existe?
O professor respondeu: Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.
E o estudante respondeu:
O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.
O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.
É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado…
Imediatamente o diretor
dirigiu-se àquele jovem e perguntou
qual era seu nome?
E ele respondeu:
ALBERT EINSTEIN.
No blog: Confessio XXI
2.11.06
As mais giras
Comentário tardio do meu filho Tomás, sobre ainda o debate do aborto, no Prós e Contras: na plateia, as mais giras e arranjadas são contra o aborto, e as feiosas e desmazeladas a favor. Até a actriz que foi apoiar estas últimas deve ser a mais feia do teatro português
Também já tinha reparado. Em estética feminina, e salvo casos contados, os partidos de direita sempre ganharam aos da esquerda. Mas as pró-abortistas, sobretudo as que acham que o assunto de um aborto é um problema exclusivo das mulheres, ainda ficam mais horríveis.
Eu cá continuo a favor da despenalização do aborto, mas contra a liberalização, ou o seu uso como método anticoncepcional - ainda por cima com estímulo do Estado, que só corta nas verdadeiras doenças. Zita Seabra estava com uma posição muito sensata - apesar de quererem fazê-la parecer reaccionária. Se tivesse ido à plateia do Prós e Contras, definitivamente não quereria ficar do lado abortista.
No blog: Prazeres ao sol
Gostei muito de o ver, senhor padre
Eram para aí umas dez horas. Depois do café da manhã, apeteceu-me, sem explicação, visitar o sacrário. Há dias assim. Poucos, mas há. Nem estava sorumbático. Deu-me. Eu até penso que devia dar muitas mais vezes aos padres. Bem lembro o significado do meu padre lá da paróquia, ainda era eu gaiato, ao entrar na Igreja para passar uns minutos. Um significado de amor profundo a Deus. Um homem de Deus. Bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz mas não o que ele faz. Reconheço. Mas aquele dia foi diferente. A porta estava entreaberta. Lá dentro um vulto. Não me assustei, apesar da Igreja ter o seu quê de escuro. Ajoelhei e sentei juntinho ao sacrário. O vulto continuou como se nada fosse.
Foram apenas uns minutinhos a minha conversa com Ele. Justifiquei que a maior parte das palavras haviam ficado nas entrelinhas. Rezei duas vezes aquela oração que, após a ter aprendido, rezo todos os dias. Desde pequeno. Ó Jesus, tu és meu amigo, ajuda-me a dizer sempre sim, como aqueles homens pescadores que foram contigo, deixaram os barcos, e confiaram em Ti para sempre. Ajuda-me a conhecer-Te melhor, a não ter vergonha de falar de Ti aos outros, e a ir contigo se Tu quiseres.
Levantei-me e dirigi-me para a porta, ainda entreaberta. Batem-me no ombro. Era o vulto, agora reconhecido pelo xaile e pela tez. Bom dia senhor padre. Gostei muito de o ver. Sorri. Ainda não tinha chegado a casa e já eu descortinara algumas das razões daquele cumprimento. Podia ter sido apenas um gesto de quem gosta de ver o amigo. Mas eu pensei no meu pároco, no significado das suas visitas ao sacrário. Ia preparar a homilia para Domingo quando sentei ao computador. Há gestos que pregam mais que mil homilias.
No blog: Confessionário de um padre
1.11.06
O papel das emoções
As opiniões sobre o aborto, de um e outro lado, assumem muitas vezes um carácter marcadamente emocional. Partem de emoções e/ou pretendem suscitar emoções.
Os defensores de um debate mais racional, tendem a afastar-se deste tipo de argumentação, centrando a discussäo em questões de princípio bioéticas, jurídicas ou filosóficas.
No entanto, se há momento em que as emoções jogam um papel decisivo, é quando uma mulher tem de tomar esta decisão terrível, perante o facto consumado de uma gravidez: abortar ou não abortar.
E perante o Referendo, no momento de votar SIM ou NÃO, a perspectiva emocional de abordagem do problema é também decisiva.Convém, portanto, não menorizar a componente emocional, quer no contexto da decisão de interromper ou não a gravidez, quer na adesão a um ou outro sentido de voto na próxima consulta popular.Por agora, centremo-nos neste segundo aspecto.
A emoção, como a raíz do termo indica, é o que "nos move para". As emoções são, portanto, a matéria prima da motivação e é esta que leva à acção. Podemos, assim, dizer que a emoção é um ingrediente primário e fundamental da acção. Em que é que isto se relaciona com o presente debate?
Boa parte da argumentação em favor do SIM pretende, directa ou indirectamente, criar uma empatia com a figura da mulher envolvida. Desde a referência às consequências do aborto clandestino, até à inquietante injustiça de ver a mulher que abortou sujeita a uma pena de prisão, todo o discurso apela a uma empatia com a mulher. E, claro, quem não se comove diante do sofrimento humano, sobretudo se contextualizado num quadro de pobreza, marginalidade e impotência?
Do outro lado, muitos dos que defendem o NÃO, procuram centrar essa empatia no ser gerado. Daí a importância dada a fotografias de fetos onde se descortine já, com nitidez, a forma humana; o recurso a termos como bébé, criança, pessoa, que escapem à frieza científica das células, zigotos e embriões, bem como um permanente apelo aos nobres sentimentos de carinho, simpatia, ternura e cuidado pelo mais fraco e desprotegido.
Uns e outros sabem, mesmo que inconscientemente, que o sentido de voto se inclinará para o lado onde se centrar empatia de cada um.Neste campo, os defensores do SIM têm uma vantagem nada desprezível: podem apresentar uma mulher concreta, que se pode exprimir e que é protagonista de relações emocionais; que ama e é amada; que pode ser conhecida e com a qual se pode estabelecer uma relação empática. Que se pode olhar nos olhos e perceber o que sente, precisa e deseja.A desvantagem dos defensores do NÃO é o facto de o embrião ser ainda um "ser oculto", sem laços estabelecidos, com o qual é mais difícil criar empatia. Ainda não se pode olhar nos olhos para se perceber, emocionalmente, como pessoa.
Apetece aqui invocar Levinas, sobre a importância fundamental deste "olhar nos olhos do outro" para se descobrir, diante de nós, uma pessoa inteira, digna de respeito e possuidora dos mesmos direitos.
Mas a verdade é que essa pessoa está lá. E é, além disso, o elemento mais frágil; digno, portanto, não só da nossa empatia, como do nosso instinto/dever protector.
No blog: Razões do Não
Na Festa de Todos os Santos
A intercessão dos santos
Esta é uma festa muito antiga. Ela já se celebrava no século VIII. Para que eles nos servissem de exemplo e intercedessem por nós.
Mas podem os santos, os que já estão no Céu, interceder por nós? A maior parte dos protestantes e evangélicos não aceita que eles possam fazer alguma coisa em nosso favor junto de Deus. Contrariamente ao que ensinavam os Mestres do princípio da Igreja e ainda hoje é a fé dos católicos e ortodoxos.
Mas podem os santos, os que já estão no Céu, interceder por nós? A maior parte dos protestantes e evangélicos não aceita que eles possam fazer alguma coisa em nosso favor junto de Deus. Contrariamente ao que ensinavam os Mestres do princípio da Igreja e ainda hoje é a fé dos católicos e ortodoxos.
Haverá incompatibilidade entre esta doutrina e o que ensina a Bíblia?
Vejamos pois se a Bíblia nos diz alguma coisa sobre a oração dos que já estão no Céu.No último livro da Sagrada Escritura – o Apocalipse – pode ler-se:
"Quando o Cordeiro quebrou o quinto selo, vi debaixo do altar aqueles que tinham sido mortos por terem proclamado a palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem castigar os habitantes da terra que nos mataram? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros e irmãos que como eles iriam ser mortos." (Ap 6,9-11).
No trecho acima, os santos estão a pedir a Deus que faça Justiça. Alguém poderia dizer: "Mas eles estão intercedendo por eles mesmos e não pelos que ficaram na terra"! Ora, e o que impede que o façam pelos que estão na terra? São Paulo não recomenda que rezemos uns pelos outros? (cf. 1Tm 2,1).
Por alguma razão seriam os santos incapazes de continuar a orar pelos que estão na terra? Poderá alguém pensar que por os santos estarem já na presença de Deus estão impedidos de interceder pelas outras pessoas que ainda estão na terra?
Vejamos também:
"Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma harpa e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos" (Ap 5,8). "O fumo dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus." (Ap 8,4).
Nos versículos acima, os santos rezam a Deus. Por que estariam orando, já que estão salvos e gozando da presença do Senhor? Oram em nosso favor, para que os que estão na terra também possam um dia estar com eles na presença do Senhor.Podíamos transcrever outras frases bíblicas mas creio que estas confirmam a verdade de que os salvos podem pedir por nós.
Vejamos agora o que a este respeito ensinou a primitiva Igreja:
"O Pontífice não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos justos também se unem a eles na oração" (Orígenes, 185-254 d.C. No tratado sobre a Oração).
"Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos" (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57)
"Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a protecção dos santos". (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).
"Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas." (SãoCirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. nas Catequeses Mistagógicas).
"Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração" (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).
"Se os Apóstolos e Mártires, enquanto estavam no seu corpo mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, já podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora os que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?" (São Jerónimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6).
"Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas (1Jo 5,16; Tg 5,14-15) ou ainda a misericórdia e a fé" (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20).
Vejamos também:
"Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma harpa e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos" (Ap 5,8). "O fumo dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus." (Ap 8,4).
Nos versículos acima, os santos rezam a Deus. Por que estariam orando, já que estão salvos e gozando da presença do Senhor? Oram em nosso favor, para que os que estão na terra também possam um dia estar com eles na presença do Senhor.Podíamos transcrever outras frases bíblicas mas creio que estas confirmam a verdade de que os salvos podem pedir por nós.
Vejamos agora o que a este respeito ensinou a primitiva Igreja:
"O Pontífice não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos justos também se unem a eles na oração" (Orígenes, 185-254 d.C. No tratado sobre a Oração).
"Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos" (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57)
"Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a protecção dos santos". (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).
"Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas." (SãoCirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. nas Catequeses Mistagógicas).
"Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração" (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).
"Se os Apóstolos e Mártires, enquanto estavam no seu corpo mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, já podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora os que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?" (São Jerónimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6).
"Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas (1Jo 5,16; Tg 5,14-15) ou ainda a misericórdia e a fé" (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20).
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